Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Graforreia Intermitente

Opinadelas, Politiquices, Ordinarices, Música, Cinema, Lirismo, Contos e muito mais!

Graforreia Intermitente

Opinadelas, Politiquices, Ordinarices, Música, Cinema, Lirismo, Contos e muito mais!

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Curtas: No Observador sobre o Corão

ID-10051215.jpg

 

Este post serve exclusivamente para destacar um trabalho de Manuel Louro, publicado no Observador, que li e considerei muito oportuno e esclarecedor.

Sob o mote «O Corão é mesmo assim tão radical?» encontramos um texto onde podemos descobrir que afinal alguns argumentos e algumas ações do Daesh podem não ter qualquer relação com o Corão, podendo até mesmo ser contrários.

Aconselho a leitura, pois ajudará a distinguir o Islão do autoproclamado Estado Islâmico e, por consequência, um crente islâmico de um terrorista.

Pelo meio do texto, podem encontrar citações do Corão que parecem contrárias à atuação terrorista como por exemplo:

"Combatei, pela causa de Deus, aqueles que vos combatem; porém, não pratiqueis a agressão, porque Deus não estima os agressores".
Al Corão, 2:190

 

"Deus nada vos proíbe, quanto àquelas que não nos combateram pela causa da religião e não vos expulsaram dos vossos lares, lidei com eles com gentileza e equidade, porque Deus aprecia os equitativos".
Al Corão, 60:8

 

"Ó fiéis, não consumais reciprocamente os vossos bens, por vaidades; realizai comércio de mútuo consentimento e não cometais suicídio, porque Deus é Misericordioso para convosco".
Al Corão, 4:29

 

Numa altura em que o Medo pode cegar, um pouco mais de informação para evitar a xenofobia e a discriminação é ainda mais importante.

 

*Imagem de Nutdanai Apikhomboonwaroot retirada de freedigitalphotos.net

Relembro que este blog já está presente no Facebook: Graforreia Intermitente.

Cinema: Batman v Superman: Dawn of Justice

bvs_faceoff_wpw.jpg

 

Está visto! Na quinta-feira passada, fui ver o filme Batman v Superman: Dawn of Justice em Imax 3D. Gostei, mas não fiquei maravilhado.

Vou deixar aqui a minha opinião sobre o filme – tentando evitar ao máximo spoilers –, contudo prefiro esclarecer ab initio que sou mais fã da Marvel que da DC Comics, com a reserva de que, apesar disso, sou fã incondicional do Batman. Por esse motivo, a pouca expetativa que tinha para este filme estava, essencialmente, relacionada com a participação deste herói – ainda que representado pelo Ben Affleck, que me desiludiu imenso no filme Daredevil e nunca me deixou encantado em nenhum dos filmes onde participou –, caso contrário, provavelmente não iria vê-lo ao cinema.

Batman v Superman: Dawn of Justice – à semelhança de quase todos os filmes de super-heróis – é, em primeiro lugar, um filme para os fãs. E este é um facto confirmado pelos números das bilheteiras (muito bons) em proporcionalidade inversa às críticas um pouco arrasadoras que se somam.

Como fã de Batman eu conhecia a história que inspira este filme, tal como um ou outro pormenor que vai aparecendo ao longo do filme. Mas eu não adorei o filme, nem consigo dizer que é um filme espetacular ou sequer muito bom. É, tão-só, um bom filme adaptado da banda desenhada, o que, nesta altura do campeonato, com a proliferação dos super-heróis na sétima arte e a guerra entre os dois “monstros” do género – Marvel e DC –, é pouco.

Não será spoiler, pois o título do filme insinua tal facto, contar-vos que a premissa do filme é o confronto entre Batman e Super-Homem. As primeiras cenas do filme exploram a origem deste confronto, dando continuidade a Man of Steel colocando Bruce Wayne (aka Batman) no local da luta entre o Super-Homem e o General Zod. E a história termina dando o mote para Justice League: Part One.

 E se até comecei a ficar entusiasmado nos primeiros minutos, rapidamente comecei a ficar entediado com o desenrolar da história, pelo que nem o final (que não me surpreendeu porque já estava a par de tal acontecimento através da banda desenhada) me abriu o apetite para o filme da Justice League – acrescentando-se o facto de que os futuros filme da Justice League (Part One e Part Two) serão realizados por Zack Snyder.

Quando a história de um filme não me cativa (ainda para mais quando é uma história que eu já conheço), tendo a responsabilizar o realizador. Neste filme, fiquei com a impressão de que Zack Snyder se perdeu ao contar-nos a história, tornando-a pouco cativante. E eu até tenho boa impressão do trabalho deste realizador, tendo em conta os filmes 300, Watchmen ou Sucker Punch. Até mesmo considerando o Dawn of the Dead.

Não contava que Batman v Superman: Dawn of Justice fosse pecar pela realização, mas, para além de (tal como afirmei) a história não estar contada de uma forma cativante, os efeitos especiais, animações e lutas são sequências confusas de imagem e barulho (parecia até que os protagonistas eram de tal modo poderosos que se tornava impossível representar os seus poderes), longe das sequências de lutas que têm surgido nos filmes do género e que tendem a melhorar de filme para filme.

As partes que gostei do filme foram salvas pelo elenco. O Lex Luthor de Jesse Eisenberg foi, até à data, a encarnação do arqui-inimigo de Superman que mais gostei. O Bruce Wayne de Ben Affleck também foi uma agradável surpresa, e, ainda que prefira o Batman de Christian Bale, Ben Affleck esteve à altura do filme e talvez pudesse ter feito mais – a ver vamos se uma participação em Suicide Squad pode amadurecer esta representação do “Morcego” para o tal Justice League: Part One. Gal Gadot é Diana Prince, aka, Wonder Woman e, talvez porque a espera um filme a solo a ser lançado no próximo ano, o seu papel, apesar de fulcral para a ligação da história dos “cabeças de cartaz” ao futuro do mundo cinematográfico da DC, é um mero aperitivo – ainda que com uma importante participação na fase final deste filme.

Do restante elenco apenas me apraz dizer que cumpriram com os mínimos indispensáveis, sendo que pouco posso acrescentar. O Clark Kent/Superman de Henry Cavill, tal como a Lois Lane de Amy Adams, são personagens praticamente iguais às que já conhecemos quando representadas por outros atores – ou seja, na minha opinião, desenxabidas. O Alfred de Jeremy Irons é diferente do que estamos habituados no cinema, mas que até parece uma continuação do Alfred que podemos conhecer na série Gotham.

Resumindo, não penso em rever o filme tão cedo, pois considero-o pobremente realizado e um contributo menor para o universo de super-heróis que tem conquistado o cinema. Este ano ainda vamos ver mais filmes de super-heróis, mas, para já e para mim, ainda não foi este a derrubar o Deadpool como o “filme de super-heróis que mais gostei de ver em 2016”.

Imagem retirada do site oficial da DC Comics

 

Relembro que este blog já está presente no Facebook: Graforreia Intermitente.

 

 

Ordinarices: Sonhos Quiméricos

dreamcatcher.jpg

 

Antes de começar (ou avançar) quero ressalvar que partes deste texto já existiam há algum tempo. Parágrafos soltos, sem fio condutor único. Pensamentos que se atrapalhavam e palavras que se acumulavam. Agora hesito se esta será a melhor altura para lhe dar alguma coesão – dentro das minhas possibilidades – e publicá-lo. Contudo, por defeito de personalidade, em casos de hesitação, opto sempre pela ação, submetendo-me às consequências.

 

Uma das caraterística do ser humano é, sem dúvida, a sua capacidade de sonhar. Seja sonhar enquanto ato de projetarmos imagens e sons quando dormimos – como se de filmes pessoais se tratassem –, ou sonhar enquanto metáfora para os nossos desejos, objetivos, aspirações e fantasias.

I have a dream! tornou-se numa expressão presente no léxico de muitos ao ser popularizada, animada e fortalecida por Martin Luther King Jr. como mote do seu discurso, em 1963, pelo fim da discriminação racial e pela igualdade de tratamento de todas as raças – confesso que me custa utilizar esta ou qualquer outra palavra no seu plural ao referir-me a pessoas, quando o meu pensamento, cada vez mais, converge para o entendimento de que existe apenas uma única raça, a raça humana.

O sonho move o mundo, dá alento ao ser humano e funciona como o combustível necessário para o percurso a vencer. Citando a Pedro Filosofal de António Gedeão:

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.

A Humanidade deve muito aos sonhos de tantos e tantos homens. Sem os sonhadores nunca teria existido essa época a que chamamos Descobrimentos e o Mundo continuaria a ser um quadrado plano e muitos locais estariam por explorar e conhecer; não existiriam aviões e continuaríamos limitados ao plano terrestre; nem as viagens espaciais existiriam e ninguém teria pisado a Lua. Os exemplos são tantos e por de mais evidentes, pelo que não é necessário alongar este ponto.   

Contudo, há sonhos quiméricos. São sonhos que alimentam a humanidade (enquanto característica) da própria Humanidade, mas impossíveis de realizar. Seja o sonho pela igualdade de todos os seres humanos, o sonho da felicidade ou o sonho do sucesso ou riqueza, há sonhos que acabam por ter como caraterística intrínseca a sua imperfeita concretização. Não quero recusar em absoluto a possibilidade de concretização dos sonhos, porque há sonhos que se realizam, mas sou pessimista ao ponto de afirmar com segurança que poucos são os sonhos que se concretizam em plenitude.

Será muito difícil que todos os seres humanos (sem exceção) tratem o próximo em plena igualdade. Assim como será difícil ser-se inteiramente feliz todos os dias de uma vida, pois sabemos que a vida é uma jornada de altos e baixos, alegria e tristeza. E, também, toda a riqueza e/ou sucesso se tornam efémeros com o tempo.

Assim será, igualmente, o Sonho de Paz. Uma Quimera. Uma Utopia. Um objetivo difícil de alcançar e que dificilmente atingirá a sua plenitude.

Todavia, ainda que imperfeitos, estes sonhos quiméricos – especialmente o sonho de paz – servem um propósito de suma importância: servir de motor à Humanidade. Este não é um sonho que se realiza numa meta, mas no caminho em si. É um sonho que desafia cada ser humano, na sua própria e assumida imperfeição, a contribuir com uma parte. E, tal como uma gota de água se junta a outras gotas de água para fazer um oceano, ou um grão de areia se junta a outros grãos de areia para fazer um deserto, cada contributo se pode juntar aos outros contributos e construir um caminho de Paz para a Humanidade. Certo será que se trata de um caminho com pedras bicudas, bifurcações duvidosas e obstáculos para ultrapassar.

Porém, sinto-me forçado a insistir: o sonho de paz não é uma meta, apenas um caminho. Ter a consciência de que nunca existirá uma Paz Mundial em plenitude não é algo negativo ou desencorajador. Pelo contrário, devemos concentrar os nossos esforços em criar momentos de paz durante a jornada e, mesmo na sua imperfeição, a Paz existirá.

Tudo isto para dizer que os sonhos são importantes, sejam ou não quiméricos.

 

 

*Imagem retirada de unsplash.com

Relembro que este blog já está presente no Facebook: Graforreia Intermitente.

Pág. 1/9

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D